A França viveu neste sábado (24) o segundo fim de semana seguido de grandes manifestações. Mais de 400 mil pessoas foram às ruas em todo o país, segundo o Washington Post, e houve confrontos em Paris no fim da marcha. O governo informou quase mil prisões. Autoridades locais proibiram atos em cidades como Lyon, Nice e Montpellier.
Os protestos são movidos principalmente pelo custo de vida, incluindo o preço dos combustíveis, e ganharam força depois de um mês de mobilização estudantil contra a falta de professores e as condições das escolas. Grupos de estudantes pedem 250 mil vagas a mais no ensino superior e o fim da seleção pelo Parcoursup, o sistema nacional de admissão às universidades. Parte dos coletes amarelos pede a renúncia do presidente Emmanuel Macron.
No sábado anterior (17), cerca de 550 mil pessoas marcharam, segundo as autoridades. Houve saques, ataques a prédios públicos e duas mortes em Paris, que ainda estão sob investigação. Macron atribuiu a violência a grupos de extrema esquerda e disse que os responsáveis vão responder por ela.
A crise política também preocupa o mercado financeiro. A agência Moody’s decidiu não rebaixar a nota de crédito do país, um alívio para o governo.
Com informações do Washington Post, da Al Jazeera, da CNN, da CNBC e do Financial Times.
Foto: FreCha, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons.