Os israelenses escolhem um novo Parlamento na terça-feira (27), na primeira eleição nacional desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023 e as guerras que se seguiram em Gaza, no Líbano e no Irã. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, do Likud, disputa mais um mandato com a popularidade pessoal em baixa.
Para governar, um partido ou uma coalizão precisa de pelo menos 61 das 120 cadeiras do Knesset. As pesquisas indicam que a coalizão de Netanyahu, formada por partidos nacionalistas e religiosos, ficaria abaixo disso. A oposição também não tem caminho claro para a maioria, porque parte das cadeiras projetadas pertence a partidos árabes que os principais rivais do premiê resistem a incluir numa aliança.
O principal adversário é o ex-chefe do Estado-Maior Gadi Eisenkot. Nesta semana, o Financial Times relatou que o banco central de Israel rejeitou um plano do governo Netanyahu de usar criptomoedas para driblar sanções.
A campanha termina sob a sombra de uma nova escalada na Cisjordânia ocupada, onde Netanyahu anunciou uma grande operação militar a quatro dias da votação.
Com informações da CNN Brasil, da CartaCapital, da Reuters e do Financial Times.
Foto: Gary Todd from Xinzheng, China, CC0, via Wikimedia Commons.