Ranking internacional classifica a USP como 22ª universidade que mais produz pesquisa no mundo

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EDUCAÇÃO & CIÊNCIA • Com informações do Jornal da USP (Por Adriana Cruz) – A Universidade de São Paulo (USP) ocupa a 22ª colocação entre as instituições de ensino superior que mais produzem pesquisa científica em todo o planeta, de acordo com a edição 2026 do ranking elaborado pelo Centro de Estudos em Ciência e Tecnologia (CWTS, na sigla em inglês) da Universidade de Leiden, na Holanda. Conforme reportagem de Adriana Cruz publicada pelo Jornal da USP, a avaliação internacional analisou a produção acadêmica de 1.618 universidades globais no quadriênio de 2021 a 2024 indexada na base multidisciplinar Web of Science, mantida pela Clarivate Analytics.

Liderança ibero-americana e presença da Unesp e da Unicamp

Na classificação geral divulgada em 4 de novembro, a USP consolidou-se mais uma vez como a única universidade de toda a região ibero-americana a figurar no seleto grupo das 100 melhores instituições científicas do mundo, registrando uma oscilação de cinco posições em comparação ao levantamento do ano anterior.

O Brasil contou ao todo com 38 instituições classificadas no CWTS Leiden Ranking 2026. Ao lado da liderança da USP, destacam-se as outras duas universidades estaduais paulistas que também mantêm câmpus de excelência no interior de São Paulo, incluindo Bauru: a Universidade Estadual Paulista (Unesp) alcançou a 184ª posição mundial, enquanto a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) posicionou-se na 217ª colocação global.

Impacto científico, ciência aberta e 3º lugar mundial em autoria feminina

Além do volume global de produção acadêmica, o levantamento da Universidade de Leiden avaliou o desempenho das universidades em quatro dimensões estratégicas: impacto científico, colaboração (interinstitucional, internacional e com o setor produtivo), artigos disponibilizados em acesso aberto e diversidade de gênero na autoria científica.

  • Impacto científico (22ª posição mundial): Dos 19.660 artigos científicos principais publicados por pesquisadores da USP no período avaliado, 41,3% figuram entre os 50% mais citados e relevantes do mundo em suas respectivas áreas do conhecimento;
  • Colaboração científica (21ª posição mundial): Reconhecimento ao volume de parcerias interinstitucionais, cooperação com centros estrangeiros e projetos conjuntos com a indústria;
  • Ciência em acesso aberto (21ª posição mundial): Destaque na disponibilização gratuita e irrestrita dos resultados de pesquisas ao público, superando barreiras de assinaturas pagas;
  • Equidade de gênero na ciência (3ª posição mundial): No indicador que mensura o número absoluto e a proporção de mulheres autoras de artigos científicos, a USP conquistou o 3º lugar em todo o mundo, ficando atrás apenas da Universidade de Harvard (EUA) e da Universidade de Toronto (Canadá).

Desempenho por áreas do conhecimento na edição tradicional

O CWTS Leiden Ranking 2026 detalha ainda o posicionamento da USP em cinco grandes áreas acadêmicas. O maior destaque ocorre em Ciências da Terra e da Vida, área na qual a universidade paulista ocupa a 1ª colocação mundial em diversidade de gênero, a 4ª posição global em acesso aberto e colaboração e o 6º lugar do planeta em impacto científico. Confira os números completos por área apurados pelo Jornal da USP:

Área do ConhecimentoAcesso AbertoColaboraçãoGênero (Autoria Feminina)Impacto Científico
Ciências da Terra e da Vida4ª4ª1ª6ª
Ciências Biomédicas e da Saúde29ª29ª7ª21ª
Ciências Físicas e Engenharia78ª78ª44ª80ª
Matemática e Ciências da Computação109ª109ª51ª89ª
Ciências Sociais e Humanidades154ª154ª60ª145ª
Desempenho da USP por área do conhecimento na edição tradicional do CWTS Leiden Ranking 2026 (Fonte: CWTS Leiden Ranking 2026 / Jornal da USP)

Transição para o Leiden Ranking Open Edition a partir de 2027

Paralelamente à listagem tradicional baseada na Web of Science (que exige ao menos 800 publicações principais por instituição), a Universidade de Leiden divulgou o Leiden Ranking Open Edition, estruturado sobre a base de dados aberta e gratuita OpenAlex, desenvolvida pela organização sem fins lucrativos OurResearch. Nessa vertente mais ampla e inclusiva, que avaliou mais de 3.049 universidades com pelo menos 1.500 publicações entre 2021 e 2024, a USP conquistou a 26ª posição mundial (alcançando o 3º lugar global em acesso aberto e colaboração em Ciências da Terra e da Vida, 25º em impacto nas Ciências Biomédicas e da Saúde e 64º em acesso aberto e colaboração nas Ciências Sociais e Humanidades).

Segundo comunicado oficial do CWTS reproduzido na reportagem de Adriana Cruz, a partir de 2027 apenas a versão aberta do ranking continuará sendo editada, em alinhamento à Declaração de Barcelona sobre Informações Abertas de Pesquisa.

“A descontinuação da edição tradicional do Leiden Ranking representa mais uma etapa na transição do CWTS para informações abertas sobre pesquisa científica e na concretização de nossa ambição mais ampla de tornar as informações abertas sobre pesquisa científica o padrão.”

Centro de Estudos em Ciência e Tecnologia (CWTS) da Universidade de Leiden

Destaque também em empregabilidade global (89ª posição no mundo)

O protagonismo científico soma-se ao reconhecimento no mercado de trabalho internacional. No dia 28 de outubro, a 16ª edição do Global Employability University Ranking and Survey (GEURS), elaborado pela consultoria de recursos humanos Emerging a partir de entrevistas com 15.665 empregadores em 40 países, classificou a USP na 89ª posição mundial entre as instituições que melhor preparam seus graduados para o exercício profissional.

Entre as nove instituições brasileiras incluídas no ranking mundial de empregabilidade, destacam-se também a Fundação Getúlio Vargas (FGV), na 212ª posição, a Unicamp, na 239ª colocação, e a Unesp, no 245º lugar global.


Créditos e Fonte Oficial: Reportagem reproduzida e adaptada com citação obrigatória ao Jornal da USP. Texto original de autoria da jornalista Adriana Cruz. Foto de destaque: Francine Coa, pesquisadora da USP e do CNPEM, analisa material em laboratório (Foto: Divulgação/CNPEM).

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