O acumulado de tempestades provocadas pelo avanço de um centro de baixa pressão atmosférica ultrapassou a marca de 62 milímetros na tarde desta segunda-feira, 2 de novembro de 2026, em Bauru, colocando a Defesa Civil municipal e as forças de segurança em estado de alerta máximo. A calha do Rio Bauru atingiu cota crítica nas imediações da Avenida Nuno de Assis, gerando forte preocupação com possíveis pontos de transbordamento e exigindo monitoramento ininterrupto de vias de escoamento.
O volume pluviométrico concentrado em um curto espaço de tempo castigou a malha urbana no início da tarde, gerando enxurradas volumosas que desceram de bairros elevados em direção ao vale central. Medidores meteorológicos do Centro de Meteorologia de Bauru registraram precipitação contínua combinada com rajadas moderadas de vento, elevando o nível de saturação do solo em toda a bacia hidrográfica municipal.

Elevação acelerada da calha e monitoramento de pontos críticos
Com as galerias de águas pluviais operando em sua capacidade limite de vazão, o nível das águas do Rio Bauru subiu rapidamente, chegando a poucos palmos do limite de contenção de concreto nas proximidades do Terminal Rodoviário e de cruzamentos da Avenida Nuno de Assis. Equipes táticas da Defesa Civil e agentes de trânsito da Emdurb foram mobilizados para monitorar as cabeceiras de pontes e viadutos suscetíveis a refluxos.
Em razão dos riscos inerentes à elevação das águas, os órgãos municipais traçaram um esquema operacional preventivo:
- Monitoramento visual contínuo de réguas fluviométricas e câmeras de tráfego posicionadas nos trechos mais rebaixados da Nuno de Assis.
- Pré-posicionamento de cavaletes e cones para bloqueios emergenciais de faixas de rolamento caso ocorra extravasamento da lâmina de água.
- Patrulhamento ostensivo preventivo em áreas suscetíveis a escorregamentos superficiais de terra em encostas de bairros periféricos.
Recomendações e desvios para motoristas no retorno dos cemitérios
O temporal coincidiu com o horário de pico de visitas pelo Dia de Finados, período em que milhares de munícipes se deslocavam entre os principais cemitérios da cidade, como o Cemitério da Saudade e o Cemitério Redentor. Como muitos dos trajetos habituais passam por corredores viários de fundo de vale, o comando da Defesa Civil recomendou enfaticamente que motoristas e pedestres evitem transitar por vias baixas.
As autoridades alertam que em hipótese alguma os condutores devem tentar cruzar pontos alagados ou enfrentar correntezas com veículos, já que a força da água pode arrastar automóveis e encobrir crateras abertas no asfalto. Recomenda-se buscar vias alternativas em cotas mais altas e manter velocidade reduzida com faróis acesos enquanto persistirem os focos de instabilidade climática.