O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ordenou o fechamento total da Cisjordânia ocupada e anunciou uma operação militar de grande escala depois de um ataque que matou dois soldados israelenses, de 20 e 23 anos, num posto de controle perto de Hebron. Outros três militares ficaram levemente feridos, e os dois atiradores foram mortos.
O ministro da Defesa, Israel Katz, atribuiu o ataque a uma célula do Hamas de Hebron. O grupo elogiou a ação, mas não assumiu a autoria.
Segundo o gabinete do premiê, as forças israelenses vão entrar no bairro de onde saíram os atiradores, retirar os moradores, revistar casa por casa e destruir o que chamam de infraestrutura terrorista. O Exército citou ações nas localidades de Al-Jaladah e Ein Deir Baha, com demolições previstas.
A Autoridade Palestina classificou a operação como punição coletiva
O prefeito de Hebron, Yousef Zouhair Al-Jabari, disse que 1.200 pessoas já foram deslocadas e que outras cerca de 1.300 correm o risco de perder suas casas, segundo a rádio portuguesa Renascença.
A ofensiva acontece a poucos dias das eleições israelenses, e a oposição acusa o governo de explorar a segurança com fins eleitorais. Em Gaza, a ajuda alimentar foi cortada para cerca de meio milhão de pessoas por falta de recursos, segundo o portal português ZAP.
Com informações do Correio Braziliense, do Jornal de Notícias, da Renascença, do O Povo e do ZAP.
Foto: Flavio~, CC BY 4.0, via Wikimedia Commons.