A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início dos ensaios clínicos da vacina Vivaxin em voluntários humanos no Brasil. O imunizante inovador é fruto de pesquisas científicas desenvolvidas pelo Centro de Tecnologia de Vacinas da Universidade Federal de Minas Gerais (CTVacinas/UFMG), em parceria acadêmica com a Universidade de São Paulo (USP) e a indústria farmacêutica nacional Cristália.nnA vacina foi desenhada especificamente para combater a infecção causada pelo protozoário Plasmodium vivax, responsável por mais de 80% dos casos autóctones de malária registrados anualmente no território brasileiro, com concentração quase absoluta na região da Amazônia Legal. Diferente de outras cepas globais, o parasita vivax possui capacidade de permanecer em estado de latência no fígado dos indivíduos infectados, provocando recaídas sucessivas e dificultando a erradicação epidemiológica da doença.nnNesta primeira fase de testes clínicos, o estudo avaliará primariamente o perfil de segurança toxicológica e a reatogenicidade de diferentes dosagens da formulação em voluntários adultos saudáveis. A tecnologia desenvolvida pelos cientistas brasileiros utiliza uma proteína recombinante quimérica capaz de induzir resposta imune robusta contra os estágios iniciais de invasão do parasita na corrente sanguínea.nnA autorização concedida pela Anvisa representa um marco para a soberania científica nacional e para a produção biotecnológica em saúde pública. Caso os ensaios clínicos das fases subsequentes confirmem a eficácia protetora observada nas etapas pré-clínicas laboratoriais, a Vivaxin poderá se tornar o primeiro imunizante autóctone do mundo destinado ao combate da malária por Plasmodium vivax, fortalecendo a vigilância em saúde nas comunidades ribeirinhas e indígenas da Amazônia.
Vacina brasileira contra malária recebe aval da Anvisa para iniciar testes clínicos em humanos
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