O mercado de apostas de quota fixa e jogos online no Brasil vive um processo acelerado de desmobilização e encerramento de estruturas no país. Empresas do setor iniciaram demissões em massa e o fechamento de escritórios locais diante da indefinição sobre pedidos de liminar que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF).
As ações diretas de inconstitucionalidade ajuizadas por associações das bets pedem a suspensão cautelar da Medida Provisória que impôs duras restrições e determinou o bloqueio das plataformas que operavam no território nacional. O relator do caso, ministro Luiz Fux, não concedeu liminar imediata e optou por manter a vigência das regras restritivas até a realização de uma audiência pública marcada para a próxima terça-feira, 3 de novembro.
Com o esgotamento dos prazos administrativos do Ministério da Fazenda e decisões desfavoráveis também em instâncias da Justiça Federal, as operadoras afirmam que a manutenção das restrições gerou um ambiente insustentável para a manutenção de pessoal no país. Entidades do setor calculam que milhares de postos diretos e indiretos de trabalho em tecnologia, suporte e marketing já foram cortados.
A audiência no STF reunirá representantes do governo federal, Ministério da Saúde, Banco Central, clubes de futebol e empresas para instruir o julgamento de mérito sobre a legalidade das proibições.