Os contratos futuros atrelados ao índice Ibovespa e os recibos de ações de empresas brasileiras negociados em Wall Street (ADRs) abriram as negociações desta terça-feira em trajetória de recuperação técnica e busca por barganhas. O movimento ocorre após a intensa turbulência financeira registrada no primeiro dia útil após o segundo turno presidencial, quando a Bolsa de Valores de São Paulo acionou o mecanismo de circuit breaker ao registrar queda acentuada de 13,88% e a cotação do dólar comercial disparou para o patamar de R$ 5,403.
Repique técnico e caça a ativos descontados
Nas primeiras horas do pregão eletrônico, o mercado de derivativos em São Paulo aponta valorização consistente, impulsionado pela recomposição de carteiras de gestores locais e estrangeiros. Papéis de companhias estatais, do setor bancário e de gigantes exportadoras como Petrobras e Vale, que sofreram fortes perdas na véspera, concentram as principais ordens de compra nesta manhã.
No mercado de renda fixa, a curva de juros futuros (DIs) também apresenta arrefecimento nas taxas com vencimentos intermediários e longos, aliviando parcialmente o prêmio de risco exigido após o choque de volatilidade eleitoral.
Expectativa em torno da equipe de transição
Apesar da melhora no humor matinal, operadores e economistas ressaltam que o ambiente permanece cauteloso. O foco primordial de bancos de investimento e fundos multimercado concentra-se no anúncio dos integrantes da equipe de transição e na indicação dos primeiros nomes para comandar os ministérios da Fazenda, Planejamento e Gestão no quarto mandato do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva.
Sinais de responsabilidade fiscal, cumprimento dos limites orçamentários e clareza sobre o direcionamento da política econômica serão os fatores determinantes para balizar a trajetória sustentável das cotações nas próximas sessões.