O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pediu à Justiça a condenação do empresário e influenciador Renato Cariani por tráfico de insumos químicos destinados à fabricação de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. A manifestação integra as alegações finais da acusação. O pedido não é uma sentença: Cariani nega os crimes e responde ao processo em liberdade.
O caso foi noticiado na quarta-feira (28). Segundo o UOL, o requerimento do MP foi apresentado em 21 de outubro, e as defesas receberam prazo comum de 30 dias para apresentar suas alegações finais. A ação tramita na 3ª Vara Criminal de Diadema, na Grande São Paulo.
O que a acusação sustenta
De acordo com a reportagem, o Ministério Público atribui aos envolvidos um esquema que teria desviado mais de 12 toneladas de produtos químicos para a produção e adulteração de drogas, principalmente cocaína e crack. A acusação sustenta que operações comerciais e notas fiscais eram usadas para encobrir o destino das substâncias.
A Anidrol Produtos para Laboratórios, empresa da qual Cariani é sócio, aparece nas apurações. As afirmações sobre desvio e ocultação de valores fazem parte da acusação e ainda dependem da avaliação da Justiça.
Defesa diz que responderá às teses do MP
Em nota reproduzida pela CNN Brasil, a defesa afirmou receber o pedido com naturalidade, por se tratar da posição sustentada pela parte acusadora desde o início da ação penal. A Folha de S.Paulo também registrou a contestação dos advogados.
Os advogados disseram que responderão a cada uma das teses do Ministério Público com base nas provas produzidas durante o processo e que confiam na absolvição do influenciador. A defesa considera improcedentes os argumentos da Promotoria.
Qual é a etapa do processo
As alegações finais reúnem os argumentos apresentados pelas partes após a produção das provas. Encerrada essa fase, caberá à Justiça analisar o caso e decidir. A existência de um pedido de condenação não permite anunciar o réu como condenado.
Cariani foi indiciado pela Polícia Federal em dezembro de 2023 e tornou-se réu em fevereiro de 2024, conforme o histórico apresentado pelo UOL. A novidade noticiada agora é o pedido do Ministério Público na fase final do processo.
Imagem de arquivo: INTEGRAL TV, vídeo publicado em 13/06/2019, sob licença CC BY 3.0. Fotograma extraído para ilustrar a reportagem, sem relação com o momento processual atual. Fonte original.