O banco de investimentos Citi concluiu uma ampla atualização em sua cobertura das grandes instituições financeiras brasileiras cotadas na B3. O relatório setorial recalibrou as estimativas para o setor bancário após a confirmação do resultado eleitoral e os primeiros posicionamentos do governo sobre política fiscal e crédito público.
A alteração mais expressiva foi o rebaixamento das ações do Banco do Brasil (BBAS3) da classificação neutra para venda, acompanhado de corte no preço-alvo. Os analistas do Citi ressaltaram receios com a pressão para elevação na oferta de linhas de crédito direcionadas a juros controlados, o que pode comprimir os spreads bancários, além de um cenário que exige cautela suplementar na carteira de agronegócio diante da alta dos custos operacionais no campo.
Por outro lado, o Itaú Unibanco (ITUB4) foi consolidado como o ativo preferido (“top pick”) do Citi na América Latina. O banco destacou a robustez dos índices de rentabilidade do Itaú, o rigor consistente na gestão de riscos e a capacidade de manter margens sólidas mesmo em períodos de volatilidade macroeconômica, sustentando preço-alvo de R$ 43 por ação.
Para o Bradesco (BBDC4), a classificação permaneceu em neutra, apontando uma recuperação gradual de rentabilidade. Já no segmento de seguros, Caixa Seguridade (CXSE3) e Porto Seguro (PSSA3) receberam recomendação de compra em virtude de modelos de negócios defensivos e capacidade elevada de distribuição contínua de dividendos aos acionistas.