Sabonete e perfume artesanal: nova regra da Anvisa dispensa registro a partir de dezembro

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Quem faz sabonete, óleo corporal ou perfume em casa para vender em feiras e nas redes sociais vai ter regras próprias, mais simples, a partir de dezembro. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou em 5 de outubro a RDC 1.045/2026 e a Instrução Normativa 474/2026, que regulamentam a produção artesanal de cosméticos prevista na Lei 15.154/2025. As duas normas entram em vigor 60 dias após a publicação, no início de dezembro.

Na prática, o produtor artesanal fica dispensado de registrar os produtos na Anvisa, de ter Autorização de Funcionamento de Empresa e de contratar um responsável técnico. O licenciamento na vigilância sanitária do município passa a ser automático, sem vistoria prévia, com fiscalização depois do início das atividades.

O que pode ser feito de forma artesanal

  • Sabonetes sólidos para o corpo;
  • Xampus e condicionadores sólidos;
  • Óleos e manteigas corporais;
  • Desodorante axilar em barra;
  • Sais e outros produtos sólidos para banho;
  • Perfumes com base alcoólica;
  • Odorizantes de ambiente.

Para entrar na regra, a produção precisa ser predominantemente manual, em pequena escala, com o produtor dominando todas as etapas, sem terceirizar nada. Os produtos devem ter formulação simples, com ingredientes de uso seguro já reconhecido e sem alto teor de água.

O que o rótulo precisa ter

  • A expressão “PRODUTO ARTESANAL”;
  • Nome do produto e lista de ingredientes;
  • Data de fabricação e validade, de no máximo 12 meses;
  • Endereço de produção, peso ou volume e frases de advertência.

Os produtos só podem prometer o básico: limpar, hidratar e perfumar. Qualquer apelo terapêutico, como “trata acne” ou “cura alergia”, continua proibido. O produtor também deve seguir boas práticas de higiene, não usar utensílios de madeira ou materiais porosos e manter um canal de atendimento para reclamações.

A venda pode ser feita em loja própria, feiras de artesanato, redes sociais, sites e marketplaces. Segundo a Anvisa, a produção artesanal tem “forte potencial de geração de renda, especialmente para mulheres, empreendedoras individuais e comunidades tradicionais”. Para quem vende em feiras de artesanato e de empreendedoras em Bauru e região, a mudança abre caminho para sair da informalidade.

Para o consumidor, a dica é conferir o rótulo: produto artesanal regular traz a identificação, a validade e o endereço de quem fabricou.

Com informações da Anvisa e da Agência Brasil.
Foto: Monstera Production / Pexels. Imagem ilustrativa.

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